Perseguição religiosa aproxima e reaviva cristãos em países hostis ao Evangelho, diz Missão Portas Abertas

A perseguição ao cristianismo em países do Oriente Médio está resultando num reavivamento entre os fiéis que vivem sob constante ameaça à vida por conta de sua crença no Cristo ressurreto. É o que diz um novo relatório da Missão Portas Abertas sobre a situação da Igreja Perseguida.
O relatório faz um comparativo com a situação atual dos cristãos que vivem atualmente no Irã, Egito e Palestina, e a história narrada pela Bíblia sobre o povo israelita, que foi cativo na Pérsia e Egito, além de ter sido submetido à ditadura do Império Romano nos tempos de Jesus.
No Egito, “a igreja cresce à medida que as ameaças se intensificam”, diz o documento da Portas Abertas. “Cristãos egípcios têm vivenciado crescente oposição e ameaça desde que a Primavera Árabe teve início. Para muitos deles, a incerteza política trouxe uma nova dependência de Deus – e as oportunidades para testemunhar de Cristo têm crescido apesar das dificuldades. De fato, nos últimos meses, houve múltiplos eventos de evangelização, com mais de 15 mil pessoas se comprometendo com Cristo!”, destaca o documento.
Já no Irã, os missionários destacam que “aqueles que se convertem ao cristianismo são considerados apóstatas, um crime que é punido com morte”, e acrescentam que “quase toda e qualquer atividade cristã é ilegal”. No entanto, isso não tem impedido que o Evangelho se espalhe: “Deus está trabalhando no Irã. Rafin e Nader, dois jovens cristãos convertidos do islamismo, são prova disso. E eles não estão sozinhos. ‘Muitos persas estão vindo para Cristo’, afirma Nader. ‘Muitos são jovens estudantes universitários e até mesmo alguns dos seus professores estão pedindo Bíblias!’”, relata a Missão Portas Abertas, reproduzindo depoimentos de jovens iranianos que se aproximaram o Evangelho.
Já em Israel, no território reclamado pelos palestinos, “muitos cristãos estão enfrentando perseguição por causa de sua fé”, porém, vivendo uma verdadeira revolução, os seguidores de Cristo têm protagonizado uma verdadeira revolução: “Apesar de tudo isso, a luz do evangelho está brilhando fortemente! Cristãos israelenses e palestinos têm encontrado a verdadeira união em Jesus”, informa o texto.
“Nos últimos meses, um grupo de adolescentes cristãos do Território Palestino e Israel têm feito exatamente isso, formando um grupo de dança para compartilhar o evangelho na região. ‘Sem Deus, nós não poderíamos fazer isso juntos’, explica o adolescente Achi-Noam, 16 anos, de Jerusalém. ‘Nós vamos contra a correnteza ao escolher não participar da disputa entre judeus e árabes’”, narra o relatório.
“Juntamente com as dificuldades, vêm também as oportunidades de crescimento da igreja e de evangelização, expandido o Reino de Deus, onde a fé tem o mais alto preço. O apoio de parceiros engajados com a causa da Igreja Perseguida permite que a Portas Abertas envie colaboradores para continuar apoiando e fortalecendo a igreja. Suas orações e doações fazem a diferença. Obrigado por apoiar a Igreja a crescer nesses países!”, agradecem os missionários.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

MOEDAS ROMANAS QUE PODEM MUDAR A HISTORIA DO KOTEL

MOEDAS ROMANAS PODEM MUDAR TEORIA SOBRE A HISTORIA DO MURO DAS LAMENTAÇÕES







* A descoberta de 17 moedas romanas e três lamparinas de barro em uma mikvá (espécie de piscina interna utilizada para rituais judaicos) em escavações arqueológicas realizadas sob o Muro das Lamentações deve alterar a teoria aceita sobre a construção, local sagrado para os judeus. Até agora, acreditava-se que o muro - o que restou do Templo de Herodes – fora erguido durante o reinado de Herodes (37 a.C. a 4 a.C.). As datas da moedas, entretanto, mostram que uma parte da construção foi feita após a morte desse rei.

As escavações fazem parte do projeto para redescobrir o canal de drenagem da Cidade Antiga de Jerusalém. Durante os trabalhos, foi descoberta a mikvá, sobre a qual foram colocadas grandes pedras e erguido um dos pilares para o Templo de Herodes. Escavando a mikvá, foram encontradas as três lamparinas em estilo prevalente no século I e 17 moedas de bronze. As moedas mais recentes foram cunhadas pelo Império Romano nos anos 17 e 18 d.C. – o que indica que o Arco de Robinson e provavelmente uma parte do Muro das Lamentações foram construídas depois dessa data. Dessa forma, a conclusão das obras devem ter ocorrido ao menos 20 anos após a morte de Herodes.

A descoberta confirma descrições deixadas pelo historiador judaico-romano Josefo, do século 1 (37 ou 38 d.C. a cerca de 100 d.C.). De acordo com a teoria de Josefo, a construção do que hoje é o Muro das Lamentações só foi concluída sob o reinado de Agrippa II (neto de Herodes).

Fonte: Época